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20 Set 2021 | 6 minutos • Insights

Meu primeiro ano escrevendo uma newsletter

Acredito que já posso chamar de hábito

Ingrid Machado

Ingrid Machado

Engenheira de computação, especialista em engenharia de software. Autora deste querido blog.

Image de capa do post Meu primeiro ano escrevendo uma newsletter
Foto de Annie Spratt, via Unsplash

No dia 12 de agosto de 2020 eu fiz o primeiro envio da minha newsletter. Na época, ela não tinha um nome, era enviada por outra plataforma e não tinha metade dos inscritos que tem hoje. Quando iniciei, a minha intenção era simplesmente escrever mais. Apesar de já estar com o blog no ar há um ano, queria algum compromisso e um novo formato, então me pareceu muito lógico iniciar uma newsletter quinzenal. Neste post, quero compartilhar como tem sido essa experiência e quais são as minhas expectativas de futuro com esse conteúdo.

Troca de ferramentas

A newsletter nasceu no Mailchimp e, apesar de ser uma ferramenta voltada para marketing, é bem possível manter uma newsletter de conteúdo. Dependendo do número de assinantes, a conta é gratuita.

Fiz o envio de 19 edições por lá e decidi que estava na hora de mudar. Alguns dos fatores que me fizeram escolher essa troca foram:

Print da parte inicial da newsletter enviada via Mailchimp

Última edição enviada pelo Mailchimp

Depois de pesquisar algumas ferramentas, optei pelo Substack. As opções de personalização são bem limitadas e o editor é bem simples, mas considero isso muito positivo, por me permitir focar apenas no conteúdo. Posso formatar o texto com Markdown e programar os envios com antecedência, além de ser possível colar conteúdo pré-formatado e o estilo se manter. Pode parecer pouco, mas isso facilita muito, principalmente quando temos que fazer esse processo frequentemente.

Print da parte inicial da newsletter enviada via Substack

Primeira edição enviada pelo Substack

Além da mudança da plataforma de envio, também alterei as ferramentas que uso para escrever. Até pouco tempo atrás, fazia uso do OneNote para organizar as edições e do Word para revisar o texto. Atualmente, estou usando o Notion para escrever e organizar as edições e sigo passando o texto pelo editor do Word para fazer uma revisão final, só que agora estou testando a extensão da Microsoft para o Chrome. Assim, espero poder fazer essa revisão sem precisar copiar e colar o texto entre os editores.

Mudanças no formato

Também mudei o layout da newsletter, deixando o design mais leve, diminuindo a quantidade de imagens no email e repaginando as seções, algo que vai se repetir nas próximas edições.

Layout da seção com um cabeçalho de fundo cinza escuro e links de cada post em azul

Seção "Últimos posts" no Mailchimp

Layout da seção com um título simples e links de cada post em um azul na cor do tema

Seção "Últimos posts do blog" no Substack

A cada envio, costumo acompanhar a taxa de abertura e a quantidade de cliques em cada link. Uso esses dados apenas para me ajudar a entender o tipo de conteúdo que tem mais engajamento e para saber como devo direcionar os meus esforços no momento de escrever. Por mais prazeroso que seja escrever a respeito do que eu gosto, também é legal saber que estou escrevendo algo interessante.

A newsletter terá novas seções que vão refletir as escolhas que fiz para o momento que estou agora e para o que entendo ser mais interessante para os inscritos. Não é porque uma seção dava muito certo que devo manter ela indefinidamente – a ideia não é ficar escrevendo por escrever. Apesar de ser difícil desapegar, as edições anteriores ficam disponíveis, então tento me preocupar menos com as mudanças agora.

Outra mudança importante, foi o fato de que escolhi um nome para a newsletter: Trilha de Valor. Como qualquer programador, eu sou péssima escolhendo nomes. Hoje em dia já estou acostumada e gosto muito do nome, mas foi muito difícil escolher e divulgar no início. Mas, mais difícil ainda, era não ter vergonha de divulgar uma newsletter com o meu próprio nome. A minha dica é que você dê nomes para os seus projetos (ignore o nome do blog ao ler essa dica, por favor).

Mudanças no meu processo de escrita

Eu tenho alguns picos de produtividades e caio em alguns abismos de inércia, então é bem difícil manter um processo que funcione. Só que quando eu fiz um compromisso público, dizendo que faria o envio quinzenal da newsletter, eu sinto que alguma coisa me força a cumprir com a minha palavra. Não sei se é a vergonha de não fazer o que prometi, mas, mesmo sendo isso, espero que esse sentimento não me abandone.

Para me ajudar a manter um processo de escrita prazeroso, tento várias abordagens:

Tela do notion com a organização da newsletter e este post no modo de edição

Notion com a organização da newsletter e do blog

Escrever a newsletter tem me ajudado a ler muito mais, principalmente porque gosto de compartilhar tudo o que eu aprendo. Por isso, tenho até alterado o jeito que organizo as anotações das minhas leituras e estou com um compromisso maior de terminar todo livro que inicio. A verdade é que, mesmo que ninguém estivesse lendo, eu ainda estaria adorando todo esse processo.

Durante a escrita deste post, por exemplo, estou sentada na mesa da sala, ouvindo uma playlist de música Lo-fi, com um copo d’água e o meu caderno de anotações do lado. Apesar de saber que essa é uma ótima configuração, já perdi a conta de quantas vezes tentei produzir sentada no sofá, com a televisão ligada. Assim como na leitura, aprendi que criar condições para focar no que estou produzindo é muito importante e essa lição só está sendo bem aprendida com o comprometimento de enviar uma edição da newsletter a cada 15 dias.


De modo geral, eu acredito que esse ano escrevendo a Trilha de Valor foi muito bom. Consigo ver uma clara evolução entre o material que enviava no início e o que envio agora. Além de estar um pouco menos envergonhada no momento de falar sobre as minhas experiências, sinto que estou mais confiante também.

Espero conseguir notar essa evolução continuamente, já que estou investindo bastante tempo para aprender a escrever melhor. No momento, estou lendo o livro “Everybody Writes” da Ann Handley. Infelizmente, não tem uma versão traduzida, mas o conteúdo é muito interessante e eu já pretendo aplicar muitas dicas dela para os meus textos. Inclusive, já comecei algumas mudanças neste post mesmo.

Que venha mais um ano e até a próxima!

O link do post foi copiado com sucesso!

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