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Facilitando uma Lean Inception Remotamente - Dia 3

Foto de Drew Beamer, via Unsplash

E chegamos ao terceiro dia. Para este dia foram planejadas as seguintes atividades: revisão técnica, de UX e de negócio, jornada do usuário e sequenciador de funcionalidades. No segundo dia, terminamos na metade da atividade do brainstorming de funcionalidades. Então, antes da revisão técnica, de UX e de negócio, finalizamos o brainstoming.

Brainstorming de funcionalidades

Com o board preenchido com as funcionalidades pelo time, repassamos por cada uma delas para avaliar se realmente tínhamos funcionalidades. Alguns post-its incluídos continham características e itens que não poderiam ser considerados como funcionalidades. Nesses casos, os post-its eram incluídos no parking lot ou eram descartados.

Revisão técnica, de UX e de negócio

Para essa atividade, copiei os cartazes do Caroli.org e inseri em uma seção do Conceptboard.

Cartazes para a revisão técnica, de UX e de negócio

Cartazes para a revisão técnica, de UX e de negócio

Para cada funcionalidade gerada no brainstorming, selecionei um integrante para responder inicialmente sobre o nível de confiança. O nível de confiança alto do que fazer, indica que a funcionalidade é bem definida e se sabe exatamente o que deve ser feito. Um nível de confiança alto de como fazer, indica que se sabe o que tem que ser feito tecnicamente. Uma combinação dos dois níveis cai em uma das classificações exibidas no gráfico à esquerda da imagem anterior: verde, amarelo, vermelho ou vermelho marcado com um X. Para simplificar, todas as funcionalidades que caíram na última classificação foram marcadas de preto.

Além de classificar o nível de confiança, também foi questionado o esforço, valor de negócio e valor para a experiência do usuário. Para o esforço, devemos considerar quanto trabalho será necessário para criar a funcionalidade. O valor de negócio gerado com a funcionalidade pode ser pensado como alto, muito alto ou altíssimo para evitar que todas as classificações sejam no máximo. E o valor de UX deve ser avaliado pensando no quanto os usuários irão gostar da funcionalidade.

Depois de preenchido o post-it, todos foram questionados e, não havendo nenhum debate ou oposição, a funcionalidade foi considerada como classificada. A imagem a seguir mostra o exemplo da aparência final do post-it de uma funcionalidade com alto nível de confiança do que fazer, como fazer e valores máximos de esforço, valor para a experiência do usuário e valor de negócio:

Exemplo de post-it no Conceptboard

Exemplo de post-it no Conceptboard

Para essa dinâmica ser um pouco mais rápida, usei os post-its que já haviam sido preenchidos no brainstorming de funcionalidades. Após a classificação do nível de confiança, apenas alterava a cor e colava as três últimas informações, que copiei de um post-it que serviu como template. Assim, fui “arrastando” os post-its de uma seção para a outra.

Jornadas do usuário

A atividade de revisão técnica, de UX e de negócio ocupou grande parte da reunião, mas considerei que seria melhor manter a discussão de cada funcionalidade, ao invés de iniciar as atividades de jornadas do usuário e do sequenciador de funcionalidades. Para adaptar estas etapas, combinei com o time que cada um ordenasse as funcionalidades de maneira que fizesse sentido no momento de usar o nosso produto. A intenção seria de identificar funcionalidades que seriam pré-requisitos das funcionalidades existentes, que deveriam ser criadas e classificadas antes de utilizarmos o sequenciador de atividades.

Para essa ordenação, criei colunas no Trello (uma para cada integrante) com os cards de funcionalidades. Ficou combinado que até a próxima reunião todos ordenariam os cards e, caso identificassem funcionalidades faltantes, as criariam para futura discussão e classificação.

Considerações finais

A cada dia vou avaliando qual é a melhor abordagem para um melhor aproveitamento do tempo disponível. No terceiro dia, considerei que o valor estaria na discussão de cada funcionalidade. Sendo assim, não tivemos a atividade de jornadas do usuário e nem iremos fazer ela. Teremos somente mais uma reunião, então vamos finalizar com o sequenciador de funcionalidades, já sabendo que não desdobraremos as funcionalidades em atividades.

Tem alguma dúvida? Alguma crítica para a “Lean Inception” mais rápida do mundo? Os comentários são sempre bem vindos.

Agora só falta a postagem do último dia da série de posts. Até amanhã!

ingridmachado

Ingrid Machado

Engenheira de computação, especialista em engenharia de software.
Autora deste querido blog.

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